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Fitoterapia no Esporte: integração para potencializar os resultados!

Julho 04,2019

A fitoterapia é uma estratégia que vem sendo explorada, nos últimos anos, como recurso ergogênico para desportistas e atletas de elite. Os principais objetivos da sua utilização envolvem a potencialização da performance, a redução de sintomas de fadiga, a ativação do metabolismo energético, o aumento da força e a hipertrofia muscular, além de promover maior disposição e foco na prática esportiva.

 

As evidências científicas sugerem que os benefícios atribuídos ao uso de plantas fitoterápicas se dão pela composição de fitoativos, como polifenóis, terpenoides e alcaloides. Dentre os mecanismos mais evidenciados na área esportiva, associados à fitoterapia, destacam-se os adaptógenos e os ativos com capacidade de modular a hipertrofia muscular pela regulação androgênica.

 

Alguns trabalhos mais atuais relatam que os adaptogênios podem aumentar de forma não específica à resistência do organismo, através de condições externas de estresse, especialmente, por afetar o sistema imunológico neuroendócrino e o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal. Os compostos adaptógenos mais utilizados na prescrição esportiva são Rhodiola rosea, Panax ginseng e β-sitoesterol.

 

A Rhodiola rosea é uma planta que apresenta efeitos no sistema nervoso, capaz de combater a fadiga central. A composição fitoquímica da planta é baseada em alta proporção de fenilalcaloides, tais como a rosina, rosavina, tirosol e monoterpenos.

 

Um estudo (Parisi et al., 2010) investigou a eficácia da Rodhiola rosea no desempenho esportivo e estado redox de atletas competitivos durante o exercício de resistência. O trabalho foi composto por 14 atletas que suplementaram Rhodiola Rosea por 4 semanas e submetidos a um teste de exaustão cardiopulmonar. Amostras de sangue foram coletadas para avaliar o status antioxidante e os parâmetros bioquímicos associados à fadiga. Os dados tiveram a comparação com a utilização de placebo pelos mesmos atletas. Os resultados mostraram que a suplementação crônica de Rhodiola Rosea foi capaz de reduzir os níveis de lactato e os parâmetros de lesão muscular esquelética após sessão exaustiva de exercícios, assim, comprovando seu efeito adaptógeno.

 

 Outro fitoterápico com ação adaptógena que é comumente suplementado na rotina esportiva é o Panax ginseng. Composto por ginsenosídeos, essa planta possui mecanismos na regulação da secreção do hormônio adrenocorticotrófico para minimizar o estresse e aumentar o tempo de exercício até a exaustão, especialmente, em modalidades de endurance.

 

A fitoterapia também é aplicada na promoção da hipertrofia muscular. Determinadas plantas têm a capacidade de regular a liberação e atuação de hormônios androgênicos, facilitando a síntese de tecido muscular de forma efetiva. O mais conhecido, nesse caso, é o Tribulus terrestres, um fitoterápico composto por taninos, óleos essenciais, ácidos linolênico e oleico, protodioscina e saponosídeos.

 

O mecanismo fisiológico do Tribulus é relacionado à elevação das concentrações de hormônios luteinizante (LH), principal hormônio que estimula a produção de testosterona. A protodioscina presente na planta tem como ação o estímulo da enzima 5-α-redutase, potencializando a conversão de testosterona em de-hidrotestosterona, assim, regulando o desenvolvimento muscular.

 

 A ciência aponta as vantagens dessas plantas mais prescritas com os objetivos de adaptação e redução de fadiga, e hipertrofia muscular. Esses temas serão abordados no Módulo Fitoterapia na Nutrição Esportiva do #NE2019.

REFERÊNCIAS

  

SELLAMI, M. et al. Herbal medicine for sports: a review. Journal of the International Society of Sports Nutrition, v. 15, n. 14, p. 1-14, 2018.

DOMEME, A. Effects of adaptogen supplementation on sport performance. A recent review of published studies. Journal of human Sport & Exercise, v. 8, n. 4, p. 1054-1066, 2013.

PAYAB, M. et al. Efficacy, safety, and mechanisms of herbal medicines used in the treatment of obesity. Medicine, v. 97, n. 1, p. 1-5, 2018.

LIAO, L. et al. A preliminary review of studies on adaptogens: comparison of their bioactivity in TCM with that of ginseng-like herbs used worldwide. Chin Med., v. 13, n. 57, p. 1-12, 2018.

KALLUF, L. Fitoterapia Funcional: dos princípios ativos à prescrição de fitoterápicos. 2 ed. São Paulo: AçãoSet, 2015.

PANOSSIAN, A.; WIKMAN, G. Effects of Adaptogens on the Central Nervous System and the Molecular Mechanisms Associated with Their Stress—Protective Activity. Pharmaceuticals, v. 3, p. 188-224, 2010.

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