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Marcadores bioquímicos na Nutrição Esportiva: importância de se avaliar!

Julho 04,2019
meeting brasileiro de nutrição esportiva

Os marcadores bioquímicos associados ao esporte são fundamentais para se adequar as estratégias da Nutrição Esportiva. Alguns mais relevantes e atuais merecem destaque na prática clínica. A extensa conexão entre o músculo e o intestino, e os efeitos fisiológicos da baixa disponibilidade de energia na performance serão assuntos discutidos no módulo Bioquímica no Congresso de Nutrição Esportiva 2019.

 

A composição da microbiota intestinal pode influenciar a fisiologia do atleta, modulando a inflamação sistêmica, o anabolismo, a produção de energia e a sensibilidade à insulina. O metabolismo bacteriano dos nutrientes ingeridos na alimentação estimula a funcionalidade das células musculares esqueléticas, por meio da produção de mediadores que impulsionam todos esses efeitos sistêmicos.

 

A literatura destaca a presença de um eixo intestino-músculo, em que a microbiota intestinal pode atuar como mediadora de efeitos sobre a saúde muscular e vice-versa. Um estudo realizado em humanos (2015) mostrou que a diversidade da microbiota saudável de atletas é o dobro daquela observada em pessoas sedentárias. Os músculos ativos produzem citocinas que têm efeito anti-inflamatório no intestino. Já quando a musculatura se encontra em repouso, mesmo com os sistemas fisiológicos adaptados pelo treinamento esportivo, o sistema nervoso secreta neurotransmissores intestinais que proporcionam menor grau de inflamação. Ou seja, nos dois casos a composição bacteriana sofre estímulos, efeitos que não acontecem de forma sinérgica em indivíduos não ativos.

 

Por conta disso, é preciso ressaltar a importância da avaliação intestinal na prática da Nutrição Esportiva e como esse eixo atua na promoção de resultados esportivos. Outro ponto de destaque no módulo de bioquímica é quanto aos efeitos fisiológicos da baixa disponibilidade de energia na performance esportiva, que também entra nos marcadores bioquímicos avaliados nos atletas.

 


 

A adequação de carboidratos na modulação alimentar tem grande importância à medida que a intensidade do exercício físico aumenta. As células musculares utilizam esse macronutriente e potencializam de 50 a 60% do consumo máximo de oxigênio durante o treinamento. Nos exercícios com alta intensidade, a demanda energética é suprida pela degradação de carboidratos que leva à disponibilidade de energia suficiente, diferentemente de exercícios de moderada intensidade e duração prolongada, que depletam o glicogênico muscular. Baixa disponibilidade de energia durante o esporte pode resultar em diminuição das concentrações de piruvato, atuando como substrato para a formação de aceti-coA e para reações de fornecimento de intermediários do ciclo de Krebs para oxidação de ácidos graxos.

 

Atualize-se sobre os mecanismos bioquímicos abordados neste blog, no Módulo Bioquímica na Nutrição Esportiva do #NE2019.

 

REFERÊNCIAS

 CERDÁ, B. et al. Gut Microbiota Modification: Another Piece in the Puzzle of the Benefits of Physical Exercise in Health? Frontiers in Physiology, v. 18, 2016.

SULLIVAN, O. et al. Exercise and the microbiota. Gut Microbes, v. 6, n. 2, p. 131-136, 2015.

PASCHOAL, V.; NAVES, A. Tratado de Nutrição Esportiva Funcional. São Paulo: Roca, 2014.

GROSICKI, G. et al. Gut Microbiota Contribute to Age-Related Changes in Skeletal Muscle Size, Composition, and Function: Biological Basis for a Gut-Muscle Axis. Calcif Tissue Int., v. 102, n. 4, p. 433-442, apr. 2018.

TICINESI, A. et al. Aging Gut Microbiota at the Cross-Road between Nutrition, Physical Frailty, and Sarcopenia: Is There a Gut–Muscle Axis? Nutrients, v. 9, n. 130, p. 1-20, 2017.

NESSRINE, A. et al. Musculoskeletal involvement in sarcoidosis. J Bras Pneumol., v. 40, n. 2, p. 175-182, 2014.

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