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Performance Esportiva: Nutrição Integrada Para Atletas e Desportistas

Julho 04,2019
meeting brasileiro de nutrição esportiva

A nutrição integrada caminha lado a lado com a performance esportiva. Uma alimentação desequilibrada, com suplementação ineficiente e déficit de nutrientes podem comprometer a qualidade do treinamento e potencializar o desenvolvimento de lesões e fadiga corporal.

 

Um dos temas mais discutidos em relação à nutrição esportiva é a prevenção de fadiga, por meio de manejos específicos alimentares e complementares. Definida como redução progressiva da eficiência muscular em produzir força e potência, a fadiga pode ser classificada como central ou periférica. A fadiga central se relaciona a perda da potência de contração, associada a processos proximais a junção neuromuscular decorrente dos neurônios motores, tendo relação com as funções cerebrais. Já a periférica acontece por meio da reabsorção de compostos orgânicos que auxiliam na contração muscular, onde há acúmulo de metabólitos como ácido lático e depleção de glicogênio no músculo, reduzindo sua função.

 

A intensidade e duração do exercício físico são os principais fatores associados ao surgimento da fadiga em seus subtipos. Em treinamentos que predominam a potência aeróbia, caracterizada pela alta demanda energética e consumo de oxigênio, a fadiga acontece por conta do esgotamento de oxigênio gerando a produção excessiva de lactato, o que resulta em alterações metabólicas na musculatura utilizada durante o exercício.

 

Em exercícios prolongados, o aparecimento da fadiga pode estar associada a redução do glicogênio muscular, efeito que inibe a ação de enzimas relacionadas a produção de energia. Contudo, pesquisas na literatura devem ser mais exploradas para comprovar tal associação.

 

Outra preocupação recorrente na rotina de atletas e praticantes ativos de exercícios físicos é quanto ao desenvolvimento de lesões, que podem ser musculares, ósseas e articulares. Estudos de dados indicam que metade da incidência de lesões em atletas de elite são consideradas graves e resultam em interrupção dos treinamentos durante um período de 3 semanas a 74 dias. Além disso, dependendo da gravidade da lesão pode ocorrer a mobilização total ou parcial do membro lesionado, condição que gera a perda de massa muscular, diminuição de força e capacidade funcional.

 

As intervenções baseadas na modulação de nutrientes específicos na alimentação do atleta são eficientes para prevenir e ou amenizar as lesões e a fadiga, em busca de recuperar e potencializar a performance no esporte. Esses temas serão retratados no Módulo Nutrição Integrada & Performance do #NE2019. Inscreva-se no site.

 

REFERÊNCIAS

 

LIMA, Felipe De Russi de et al. TRADITIONAL MODELS OF FATIGUE AND PHYSICAL PERFORMANCE. J. Phys. Educ., Maringá, v. 29, e2915, 2018.

 

GOMES, W. et al. Fadiga central e periférica: uma breve revisão sobre os efeitos locais e não locais no sistema neuromuscular. Fadiga central e periférica: uma breve revisão sobre os efeitos locais e não locais no sistema neuromuscular Revista CPAQV – Centro de Pesquisas Avançadas em Qualidade de Vida, v. 8, n. 1, p. 1-20, 2016.

 

Glover, E. I., Yasuda, N., Tarnopolsky, M. A., Abadi, A., & Phillips, S. M. Little change in markers of protein breakdown and oxidative stress in humans in immobilization-induced skeletal muscle atrophy. Appl Physiol Nutr Metab., v. 35, n. 2, p. 125-133, 2010.

 

VAN Vliet, S., Burd, N. A., & van Loon, L. J. The Skeletal Muscle Anabolic Response to Plant- versus Animal-Based Protein Consumption. Journal of Nutrition, v. 145, n. 9, p. 1981–1991, 2015.

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