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Fitoterapia Com Adaptógenos: Estratégia Para Melhorar o Desempenho!

Julho 15,2019
meeting brasileiro de nutrição esportiva

O uso da fitoterapia na prática esportiva vem sendo uma estratégia nutricional promissora, tendo em vista a composição fitoquímica das plantas medicinais na modulação de marcadores específicos de performance. Os estudos a respeito desse tipo de intervenção apontam que os extratos vegetais prescritos na fitoterapia fornecem metabólitos essenciais e secundários, amplamente associados a efeitos antioxidantes, anti-inflamatórios, vasodilatadores e adaptógenos.

 

Diferentes trabalhos na literatura destacam o papel de fitoterápicos na estabilização de danos oxidativos por neutralização dos radicais livres, eliminação de peróxidos e adaptação aos agentes estressores desencadeados pelo treinamento esportivo. Os adaptógenos entram na categoria de maior prescrição na prática clínica, com alta eficácia para potencializar o rendimento em diferentes modalidades.

 

Os adaptógenos, ao contrário de certas inconsistências sobre seus efeitos, são plantas que modulam a resposta ao estresse, aumentando a resistência física e otimizando a produção de energia. Uma de suas funções mais específicas é em relação à capacidade de estabilizar o ambiente interno e estimular o sistema neuroendócrino e de energia celular. Os adaptógenos são considerados recursos adaptativos em relação aos estímulos externos.

 

O estresse é uma resposta defensiva que estimula a liberação de substância endógenas, como catecolaminas, prostaglandinas, citocinas, óxido nítrico e fator ativador de plaquetas. Tais ativadores bioquímicos, por sua vez, são responsáveis por promover ações anti-inflamatórias e anfotéricas associadas aos adaptógenos. A resposta contra o estresse inclui estimulação do sistema nervoso simpático e de glândulas suprarrenais, levando ao aumento das taxas de respiração, da pressão arterial e forças de contração. Essa reação de “luta e fuga” estimulam a mobilização de fontes energéticas e previnem reação mais brusca ao estresse.

 

 

Diante disso, estudos mostram que as plantas com característica adaptógena podem preservar a homeostase celular, sobretudo, por meio da modulação da biossíntese de marcadores relacionados, como eicosanoides, especialmente as prostaglandinas E2 e F2, ácido 5- hidroxieicosatetraenóico (5-HETE), 12-HETE, e leucotrieno B4. Outros mecanismos que favorecem o efeito de adaptação merecem destaque, como a modulação gênica e síntese proteica, associadas à regulação de vias da glicólise celular.

 

Dentre as plantas adaptógenas, pode-se destacar o Panax ginseng e a Rhodiola Rosea como os mais prescritos na prática clínica. No esporte, o Panax apresenta potente efeito na modificação do consumo de oxigênio nos tecidos a alterações na utilização de lipídeos e hidratos de carbono para sintetizar energia. Os ginsenósidos presentes no ginseng são capazes de reduzir o metabolismo do ácido lático as concentrações de lactato em atletas praticantes de exercícios intensos.

 

A literatura mais atual a respeito da prescrição de plantas adaptógenas para potencializar o desempenho esportivo será explorada na palestra do Dr. Felipe Donatto, dentro do Módulo Fitoterapia na Nutrição Esportiva do #NE2019. Inscreva-se no congresso!

 

REFERÊNCIAS

 

  

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DOMEME, A. Effects of adaptogen supplementation on sport performance. A recent review of published studies. Journal of human Sport & Exercise, v. 8, n. 4, p. 1054-1066, 2013.

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LIAO, L. et al. A preliminary review of studies on adaptogens: comparison of their bioactivity in TCM with that of ginseng-like herbs used worldwide. Chin Med., v. 13, n. 57, p. 1-12, 2018.

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SEQUEIRA, E. Plantas com ação adaptogénica usadas no combate ao stress: Panax ginseng e Rhodiola rosea. Monografia, Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, setembro. 2013.

JÓWKO, E. et al. Effects of Rhodiola rosea supplementation on mental performance, physical capacity, and oxidative stress biomarkers in healthy men. J Sport Health Sci., v. 7, n. 4, p.473-480, oct. 2018.

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