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Plant-Based no Esporte: tendência da nutrição esportiva!

Setembro 10,2019

A American Dietetic Association (ADA) destaca que a alimentação plant-based e vegetariana equilibrada é adequada para todos os estágios da vida, inclusive, para atletas. De forma planejada, variada e equilibrada, pode atender a todas as necessidades nutricionais e promover resultados satisfatórios, tanto para gerenciar a composição corporal como na otimização da performance esportiva.

Uma dieta para atletas, seja ela onívora ou não, deve fornecer energia suficiente para alcançar o equilíbrio do metabolismo. Estimativas indicam que indivíduos veganos, normalmente, consomem menos energia do que onívoros, por isso, ressalta-se a importância da adequação nutricional para atender a essa demanda, principalmente, em atletas.

Uma revisão sistemática realizada por Craddock et al. (2016) reuniu estudos na literatura que avaliaram os efeitos da dieta vegetariana sobre o desempenho anaeróbico e aeróbico, comparando com  a dieta mista. Os trabalhos analisados mostraram que o desempenho atlético foi semelhante em ambos os tipos de intervenções dietéticas, concluindo que atletas vegetarianos não sofrem comprometimento do rendimento esportivo e que podem manter sua rotina de treinamento com uma dieta planejada à base de vegetais.

Determinados parâmetros positivos podem ser destacados com a adoção da dieta vegetariana no esporte. Um deles é em relação ao aumento significativo da ingestão de antioxidantes e componentes bioativos capazes de reduzir o estresse oxidativo proveniente do exercício físico e esporte extenuante.

Em relação à suplementação, alguns componentes podem refletir vantagens na modulação da performance e da saúde do atleta vegano. Pesquisas indicam que a creatina intramuscular é reduzida em atletas vegetarianos e veganos. A suplementação de creatina é interessante nesse sentido, uma vez que ela favorece o aumento da força muscular e a melhora do armazenamento de glicogênio, além de reduzir o consumo de oxigênio durante o exercício de carga e intensidade máximas. As vitaminas do complexo B, sobretudo, a B12, e a vitamina D também são recomendadas para serem suplementadas na rotina do esportista vegetariano.

Outra questão comumente levantada em relação ao planejamento alimentar vegetariano é quanto ao aporte proteico. As proteínas vegetais devem ser combinadas para oferecer o conteúdo de aminoácidos essenciais em proporções adequadas. A escolha de blends de proteínas vegetais, incluindo cereais, sementes oleaginosas e leguminosas, resultam em mix proteico de alto valor biológico. Em razão da substituição das fontes animais, os blends proteicos vegetais são capazes de alcançar a mesma qualidade da proteína animal.

A alimentação plant-based é capaz de manter o desempenho esportivo e garantir uma alta ingestão de componentes bioativos. Ela é vantajosa não apenas para os resultados esperados no esporte, mas também na promoção contínua da saúde do atleta.

 

REFERÊNCIAS

BARNARD, N. et al. Plant-Based Diets for Cardiovascular Safety and Performance in Endurance Sports. Nutrients, v. 11, n. 130, 2019.

NEBL, J. et al. Exercise capacity of vegan, lacto-ovovegetarian and omnivorous recreational runners. Journal of the International Society of Sports Nutrition, v. 16, n. 23, p. 1-8, 2019.

ROGERSON, D. Vegan diets: practical advice for athletes and exercisers. Journal of the International Society of Sports Nutrition, v. 14, n. 36, p. 1-15, 2017.

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